Chamorro Cardenal, Pedro Joaquín

Granada, 1924 - Manágua (Nicarágua), 1978

Diretor do Jornal La Prensa, o mais influente da Nicarágua, Chamorro foi durante grande parte da ditadura somozista seu principal opositor. Morreu assassinado por um grupo muito próximo do ditador, do qual fazia parte Anastasio Somoza Portocarrero, filho do presidente Anastasio Somoza Debayle.

Pedro Joaquín Chamorro Cardenal era descendente de uma das famílias mais influentes da oligarquia conservadora desde os primeiros anos da independência. Um de seus antepassados foi o primeiro presidente da Nicarágua.

O assassinato de Pedro Joaquín Chamorro Cardenal desencadeou grande repúdio na opinião pública nicaraguense e influiu na perda de legitimidade do regime nas fileiras da oligarquia e da burguesia nacional, bem como nos círculos democráticos latino-americanos.

Sua viúva, Violeta Barrios de Chamorro (1929), esteve entre os membros fundadores da Junta do Governo Revolucionário, cargo que abandonou nos primeiros anos da Revolução Sandinista. Nas eleições presidenciais em que a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) foi afastada do poder revolucionário, ela ocupou a presidência pela União Nacional Opositora (UNO), uma coalizão que aglutinou toda a oposição contrarrevolucionária, com o apoio do governo norte-americano. Uma das primeiras decisões do governo da presidente Barrios de Chamorro foi dispensar o pagamento de US$ 17 bilhões que o governo norte-americano devia à Nicarágua por danos de guerra, segundo condenação em juízo na Corte Internacional de Justiça de Haia.

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