Apresentação

Ivana Jinkings

Literatura, cinema, teatro, música, artes plásticas, dança, diversidade cultural, sexual e racial. Trabalho, economia, esquerda, energia, arquitetura, urbanismo, educação, relações internacionais, pensamento social, geopolítica. Brasil, Argentina, México, Chile, Venezuela, Bolívia, Cuba, Haiti, Montserrat, Turkis e Caicós, Anguila. Esta enciclopédia procura dar conta de uma ampla gama de temas e de todos – absolutamente todos – os países e territórios sob ocupação estrangeira da América Latina e Caribe, para oferecer uma visão crítica abrangente e múltipla do último cinquentenário de sua história.

Entre os autores dos ensaios e verbetes estão alguns dos mais notáveis representantes da intelectualidade latino-americana: Álvaro García Linera, Ana Esther Ceceña, Aníbal Quijano, Atilio Boron, Edelberto Torres-Rivas, Emir Sader, Fernando Martínez Heredia, Flávio Aguiar, Francisco de Oliveira, Gerardo Caetano, Héctor Alimonda, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Marcio Pochmann, Marco Gandásegui, Néstor García Canclini, Ricardo Antunes, Theotonio dos Santos, Tomás Moulian, Vivian Martínez Tabares, Wilson Cano e muitos mais. Raras vezes um empreendimento cultural uniu contingente tão expressivo e qualificado. A esse time soma-se um colégio de consultores do qual fazem parte, entre outros, Aracy Amaral, Carlos Walter Porto-Gonçalves, Leda Paulani, Sérgio de Carvalho e um conselho consultivo composto por Boaventura de Sousa Santos, Eduardo Galeano, István Mészáros, Marilena Chaui, Michael Löwy e Pablo González Casanova.

Obra pioneira, plural e tematicamente variada, a Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe é publicada quando, pela primeira vez e de formas distintas, os países latino-americanos se comprometem com um processo de integração soberana. Venezuela e Cuba firmaram a Aliança Bolivariana das Américas (ALBA), à qual se juntou a Bolívia. A Venezuela aderiu ao Mercosul. A Bolívia, que durante 25 anos se submeteu de forma incondicional às regras do Fundo Monetário Internacional (FMI), volta a trilhar o caminho da independência. Privilegia-se a aliança entre Brasil, Cuba, Venezuela, Argentina, Bolívia, Uruguai; acentua-se o caráter político do Mercosul, e sua ampliação para os demais países sul-americanos pode redefinir o mapa político do Ocidente. Esta enciclopédia é publicada ainda no momento em que o Brasil toma verdadeiramente consciência de que é parte integrante e indissociável da América Latina.

Vista de fora, essa região do planeta ainda pode parecer uma grande oportunidade perdida. No entanto, a partir deste início do século XXI nada será como antes nas terras que Simón Bolívar sonhou unificar. Porque a América Latina mudou, e porque tudo o que se passa em nossos países aponta para um futuro sem roteiros preestabelecidos. É dessa América Latina, que emerge como um conjunto para si, por meio de caminhos próprios, que este volume trata. Como um instrumento fundamental de autoconhecimento e de divulgação de um espaço geográfico, histórico, cultural muito maior que a submissão com a qual foi historicamente identificado.

A Latinoamericana foi concebida como fonte de reflexão e debate sobre este pedaço do mundo e os povos que o compõem. Apresenta uma visão geral do continente, a partir de múltiplos pontos de vista, resguardando a riqueza de abordagens e os estilos de seus mais de cem autores. Iniciativa ambiciosa, envolve tanto os povos falantes do espanhol e do português como os de idiomas nativos e os das línguas inglesa, francesa e holandesa. Aborda, de forma rigorosa e com diferentes enfoques teóricos e metodológicos, os fenômenos políticos, econômicos, educacionais, sociais, ambientais, étnicos, culturais, artísticos, midiáticos, científicos, tecnológicos e esportivos que refletem a diversidade da região e lhe conferem identidade num mundo globalizado.

Nosso desafio era fazer mais que um compêndio com informações estatísticas sobre os países e suas populações. Tomando a cultura como exemplo, seria possível definir – ou mesmo afirmar se existe – uma “arte latino-americana”? Ainda que se reconheça a existência de contatos, similaridades, ressonâncias, haveria algo, alguma raiz ou processo consistente e comum, em que os autores dos ensaios sobre música, artes plásticas, literatura e tantos outros pudessem se apoiar, escapando do risco de fazer um grande resumo descritivo e, ainda assim, inevitavelmente incompleto? Como tratar, por exemplo, de diferenças entre a arte da América andina, com suas raízes indígenas à flor da pele, e a da área atlântica – Argentina, Uruguai, Brasil – ou a do Caribe e da América Central, onde a mistura de influências nativas, africanas e europeias foi muito mais abrangente? E o que dizer do México, onde a presença das culturas indígenas é dramática, tão ao lado da dos Estados Unidos, ainda que esta também se faça sentir no restante do continente? Existiria, afinal, uma identidade latino-americana? Seria ela uma essência a buscar ou um projeto a construir? Se as respostas são difíceis, procuramos sempre formular as questões pertinentes.

O que oferecemos aos leitores, portanto, não é uma enciclopédia no sentido tradicional, dessas que armazenam dados e tratam de tudo um pouco. A Latinoamericana tem cara, opinião, personalidade. Dá atenção especial às mudanças em curso numa região em constante processo de transformações, progressivas ou regressivas. É uma construção coletiva, mas com créditos e respeito à criação particular dos seus autores. Como qualquer obra desse tipo, demandou um esforço de compatibilização entre todos os envolvidos para garantir o caráter original e único que pretendíamos. Ao fim e ao cabo, projeta as diversidades geográficas e temporais do chamado Novo Mundo, tem as mil faces de seus autores e povos.

A coordenação desse enorme esforço de sistematização esteve a cargo de uma reduzida equipe brasileira e contou com o apoio de um colégio de consultores e de ensaístas que expressam o melhor do pensamento crítico latino-americano. O projeto começou pela definição de temas e países. Depois foram escolhidos os autores – e com eles foi montada uma lista preliminar de verbetes – e as equipes de trabalho. Os coordenadores dividiram os assuntos entre si e pautaram, depois leram, discutiram cada verbete. Os responsáveis pelos ensaios, ou verbetes de referência – textos de maior fôlego, sobre países ou temas mais gerais como trabalho, artes plásticas, literatura, geopolítica –, respondem também, boa parte das vezes, pelo conteúdo dos verbetes de sua área temática. Além desses textos, o volume contém verbetes menores – produzidos pela equipe de redação –, cuja função básica é complementar o sistema de informações localizadas e o entrecruzamento de remissões.

A Boitempo responde por toda a parte editorial da enciclopédia. Pela apresentação, pela forma – que compreende o projeto gráfico, as imagens –, pela clareza e pelo equilíbrio da linguagem – títulos, intertítulos, apresentação de tabelas, gráficos, mapas, fotografias e textos, incluindo tradução, correção ortográfica e gramatical, sumário, índices temático e onomástico, remissões intratextuais e pós-textuais – nos mais de mil verbetes que compõem a Latinoamericana.

 Os critérios. Durante dois anos de intenso trabalho – para a publicação da edição impressa – tivemos de fazer muitas escolhas. A começar pelo título. Optamos por Latinoamericana, sem hífen. Cunhamos, nesse caso, um termo em português que coincide com a grafia em espanhol, fazendo que o título se mantenha o mesmo nas duas línguas mais faladas pelos latino-americanos. Porque a América Latina é uma construção cultural, histórica e política, não apenas uma construção geográfica. Comprimida entre o rio Grande, ao norte, e a Patagônia, ao sul, ninguém duvida de que seja integrada pela América do Sul, pela América Central e pelo México. Mas há quem considere que as ilhas caribenhas de língua inglesa, por exemplo, não fazem parte da América Latina. Esta obra reivindica que sim, por isso no seu subtítulo enfatizamos: “e do Caribe”. Ao longo dos textos, entretanto, quando se menciona apenas América Latina, sem adicionar o Caribe, subentende-se que está em pauta a totalidade desse continente.

Também foi necessário definir quantos e quais seriam os países e territórios a ser abordados, assim como o espaço físico destinado a cada um, visto que somente entre as Pequenas Antilhas há mais de uma dezena de diferentes territórios. Para a seleção dos países, foi adotado o critério de seu reconhecimento como Estados soberanos, que gozam do estatuto de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA); na região, contudo, ainda há territórios sob colonização estrangeira, cuja existência e história estão aqui registradas em pequenos verbetes. Para a decisão sobre a quantidade de páginas, mapas e iconografias dos ensaios e verbetes, levamos em conta fatores geográficos, históricos, sociais, econômicos e culturais.

Desde a fase de concepção, considerando que a obra seria editada inicialmente no Brasil, preocupamo-nos em não produzir uma enciclopédia da América Latina e Caribe com olhar excessivamente brasileiro. A escolha dos verbetes e a ausência de uma equivalência rígida na extensão dos textos tampouco devem ser julgadas como se cada tema ou país fosse uma totalidade, pois isso também se deveu aos critérios individuais dos autores que a edição procurou respeitar, desde que não prejudicassem a acessibilidade da obra para os leitores.

Seria impossível abranger todos os tópicos latino-americanos num único volume. Tratamos de selecionar, no conjunto, as pessoas, os fatos, os processos e as instituições que mais se destacam no continente, com todos os riscos de desequilíbrio que isso pudesse acarretar. Para definir quais seriam as biografias, estabelecemos que todo personagem deveria ser necessariamente latino-americano (ou ter consolidado obra ou atuação determinante na América Latina ou no Caribe) e ter vivido na segunda metade do século XX. Como era necessário estipular um marco para a inclusão dessas biografias, optamos por retratar, no caso de pessoas já falecidas, as que ainda estavam vivas na década de 1950.

Não existe critério de escolha indolor, ou sem perdas. Um dos primeiros enfrentamentos que a definição de normas provocou foi a quantidade significativa de nomes inicialmente selecionados que ficavam fora do período a ser enfocado. Às vezes, foram excluídos por não atingir, mesmo que por uma pequena margem, a data-limite estabelecida, como é o caso de Mário de Andrade (1893-1945), ou ainda de José Clemente Orozco (1883-1949); também outros ícones das artes plásticas – citadas aqui como exemplo – deixaram de ser incluídos, como Pedro Figari (1861-1938) e Rafael Barradas (1890-1929). Como forma de atenuar a impossibilidade de produzir textos para todos aqueles que gostaríamos, procuramos inserir no verbete de referência ou em outras biografias dados essenciais a seu respeito. Assim, Orozco, por exemplo, é mencionado no verbete sobre Diego Rivera; Mário de Andrade, no verbete sobre literatura, e assim por diante. Em apenas uma situação, na qual a menção em outro verbete nos pareceu inviável, mantivemos um personagem falecido em data anterior a 1950: na biografia de Jorge Eliécer Gaitán (1898-1948).

Linguagem. Os ensaios e verbetes pautam-se por normas comuns e buscam inserir-se na objetividade do estilo geral. Para prevenir as contradições internas, evitar erros e minimizar redundâncias, obedecemos a um conjunto de critérios e os trabalhos individuais passaram por um processo de checagem de dados e edição. Mesmo os verbetes assinados norteiam-se pelo uso que o leitor fará da obra (sobretudo para consultas) e pelo seu propósito sistemático, procurando adequar-se a padrões formais e expositivos de objetividade, numa linguagem aproximada da jornalística.

Buscamos, na medida do possível, apresentar textos enxutos, que entram diretamente no tema e tratam dos aspectos centrais numa ordem lógica, com o máximo de linearidade no encadeamento de argumentos. Considerando que o consulente da enciclopédia pode não ser um especialista no assunto procurado, preferimos sempre os termos autoexplicativos, compreensíveis sem a necessidade de referências complementares. Entretanto, quando foi imprescindível o emprego de um conceito especializado, a própria continuidade do texto tratou de elucidá-lo.

Estrutura. A obra foi pensada por temas, estruturando-se a partir de ensaios (sobre questões comuns ao conjunto da América Latina e sobre os países e territórios que a constituem) e de verbetes complementares que se articulam. Em sua versão digital, a enciclopédia possui um menu no qual constam todos esses temas, os países e todos os verbetes, e submenus com os verbetes relacionados. Os títulos são objetivos e expressam o conteúdo do verbete. Enfatizam a palavra principal e, conforme a necessidade, utilizam o recurso da vírgula. Exemplo: IMIGRAÇÕES, Leis de. Nomes próprios encontram-se pelo sobrenome: PRESTES, Luiz Carlos. Em alguns casos, porém, especialmente de músicos, cineastas, atores, optamos por mantê-los na ordem direta, conforme os nomes artísticos – como Frida Kahlo, João Gilberto, Roberto Carlos. Os apelidos consagrados pelo público, como Pelé, Garrincha, Gego, Cartola, também foram respeitados. Para partidos e movimentos adotamos o critério de chamada pela sigla. Assim como os títulos, os intertítulos foram padronizados, informando sobre o tópico e sintetizando o espírito dos dados contidos no bloco que encabeçam.

 Padronização. As normas utilizadas foram as da editora do volume impresso, a Boitempo. Critérios de aportuguesamento de nomes de cidades e personalidades estrangeiras, de palavras oriundas de outros sistemas alfabéticos, padrões para símbolos matemáticos, químicos, físicos etc. foram estabelecidos num minimanual interno. Nomes de povos indígenas, por exemplo, estão adaptados ao português, flexionados e escritos com inicial minúscula: os ianomâmis (e não os Yanomami), os caingangues (e não os Kaingang). O uso de hífens e grafias distintas de palavras com sentido único, bem como outras questões ortográficas, foram padronizados com base nos dicionários brasileiros da língua portuguesa.

Mantivemos no original, em itálico, títulos de filmes e de obras – publicadas ou não no Brasil. Em itálico foram diferenciados ainda títulos de periódicos, peças teatrais, programas de rádio e televisão, discos, pinturas, esculturas, nomes científicos de animais e plantas, palavras e locuções em outro idioma. Destacados com aspas estão os títulos de capítulos de livros, verbetes, artigos, canções, manchetes de jornal, contos, partes de composições instrumentais (os movimentos), árias de óperas etc.

Para minimizar o risco de divergências de informações entre textos de diferentes autorias, procuramos declinar as fontes de dados nacionais ou locais: governo, entidade, departamento, autoridade, especialista. As fontes internacionais consagradas pelo uso foram adotadas como padrão – ONU, OEA, CEPAL, IBGE e semelhantes. Para checar os dados, datas, valores, referências históricas citados pela enciclopédia, a edição foi assessorada por uma equipe incumbida também de verificar grafias de nomes, padronizações etc.

Latinoamericana não utiliza o recurso de notas de rodapé. Isso significa que os textos têm sempre um discurso contínuo. Os ensaios – e somente eles – são sucedidos por bibliografias, padronizadas segundo os critérios da ABNT, por ordem alfabética de autor (a partir do nome principal). A repetição de algumas obras em ensaios de áreas distintas é inevitável. Entretanto, nos casos em que as redundâncias pareceram excessivas aos editores, sobretudo em ensaios cujas remissões se entrecruzam, algumas foram suprimidas. As obras citadas foram listadas pelos autores, mas seguindo critérios de economicidade, para evitar os padrões acadêmicos que seriam excessivos numa obra como esta.

Cerca de 90% dos textos são assinados.

Iconografia e dados estatísticos. A publicação de materiais iconográficos obedeceu aos critérios de facilidade de compreensão do texto, organização e detalhamento de informações e plasticidade da enciclopédia (de 15% a 20% do espaço total e até 30% do espaço dos ensaios ou verbetes). Há informações sobre os aspectos geográfico (ambientes físicos, concentração urbana, infraestrutura, recursos naturais) e humano (povos, línguas, costumes, economia, demografia, indicadores sociais) e dados fundamentais sobre as principais atividades econômicas, na forma de mapas e tabelas confeccionados especialmente para a obra, além de gráficos, imagens fotográficas e reproduções de obras de arte.

A América Latina como um todo é apresentada em sete mapas. Outros 88 mapas apresentam os países (três mapas para cada país classificado como grande, dois mapas para cada país médio, um mapa para cada país pequeno) e territórios (um mapa cada), e ilustram temas como “Questão agrária”, “Questão ambiental”, “Diversidade étnica”, “Racismo e raças”.

Há ainda 136 tabelas e 21 gráficos, padronizados de modo a sistematizar um conjunto de informações demasiado complexas para ser transmitidas por um texto linear, além de fichas técnicas, com dados básicos – como território, população, PIB, PIB per capita, sistema de governo –, inseridas ao longo dos verbetes de cada país.

Anexos. No índice temático, os ensaios e verbetes foram agrupados em algumas poucas áreas afins, no intuito de estimular e facilitar ainda mais a consulta. Para que não ficasse exaustivo, nesse índice não há, por exemplo, repetição de biografias, partidos e movimentos, que foram alocados considerando-se a contribuição ou maior identificação de cada um com determinado ensaio ou verbete. Procedemos à duplicação apenas de correntes, eventos, processos e verbetes de referência, para atribuir um caráter multitemático e estimular a leitura de outros verbetes. Não foram citados nomes de países e territórios, pois, em maior ou menor grau, todos os títulos se relacionam a eles. O índice de mapas, tabelas e gráficos informa sobre todos os elementos utilizados, por sua ordem de entrada na obra.

Há uma lista das principais siglas utilizadas pelos autores. Algumas vezes elas aparecem por extenso nos textos, mas na maior parte dos verbetes, especialmente quando se trata das siglas mais utilizadas e conhecidas, estão grafadas somente na forma reduzida.

 Os ensaios e verbetes assinados são de responsabilidade dos seus autores. Os textos foram editados, revisados, confrontados, mas procuramos manter sempre o estilo e principalmente a linha argumentativa e a opinião de cada um, o que faz que esta seja, essencialmente, uma enciclopédia de ensaístas. Não nos eximimos, porém, de eventuais erros ou imprecisões de conteúdo. Apesar dos esforços em conferir cada informação, é possível que tenhamos falhado em algum ou mais de um momento. Localizado, todo e qualquer erro será corrigido. Agradecemos de antemão aos leitores que enviarem sugestões de acréscimos ou retificações, que pedimos sejam feitos para o endereço [email protected]

Gostaria de registrar o reconhecimento às pessoas sem as quais não teria sido possível publicar obra de tamanha envergadura. Em primeiro lugar, a Emir Sader, coordenador da edição impressa e seu principal entusiasta. Não fosse o empenho militante e obstinado de Emir, esta enciclopédia estaria ainda hoje no rol das boas ideias. A Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, companheiros solidários de toda a jornada – Rodrigo, além de dedicado coordenador, participou ativamente da etapa editorial. A Antonio Roberto Espinosa e Aluizio Leite, editores aos quais coube a difícil tarefa de conduzir esse imenso trabalho. A Priscila Abakerli Baptista e César Landucci, editores de arte, que se mostraram infinitamente profissionais e pacientes, procedendo ao sem-número de alterações solicitadas. A Célia Regina B. Ramos, Marcelo Silva Souza e Mário de Oliveira, colaboradores em diferentes etapas e funções, todas desempenhadas com afinco.

A passagem da enciclopédia para a versão digital contou com uma equipe de atualização composta por Emir Sader, Carlos Eduardo Martins, Fernanda G. Morotti e Mônica Rodrigues. A essa equipe somou-se Gerson Sintoni, responsável pela edição dos textos e construção do portal, Gilberto Maringoni, Marcio Pochmann, que atualizaram verbetes, além de uma equipe técnica e de administração composta por André Nogueira, Vanessa Lima, Elaine Ramos, Kim Doria, Artur Renzo, Celia Regina B. Ramos.

Finalmente, agradeço às equipes da Boitempo e da Associação Latino-Americana de Pesquisa e Ação Social (Alpac) e do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ (LPP) – coeditor desta enciclopédia –, aos autores, consultores, pesquisadores, editores de texto, tradutores, revisores, diagramadores, pessoal administrativo e aos nossos patrocinadores e apoiadores: Petrobras, Eletrobrás, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (versão impressa) e CAF Banco de Desarrollo de América Latina, Fundação Ford e Petrobras (portal). Todos foram, nas diversas fases do trabalho, responsáveis pela publicação de uma obra que deverá se constituir em referência para estudos especializados e para o público em geral. Indispensável aos que buscam ver o mundo de baixo para cima, do Sul para o Norte, ou ainda do ponto vista dos globalizados, contra os globalizadores.